Pular para o conteúdo
Luciana Cotrim

Sobre

Uma vida não começa na profissão que exercemos hoje.

Sou psicanalista. Mas quando alguém é conhecido apenas pela profissão que exerce hoje, fica de fora quase tudo o que veio antes.

Retrato de Luciana Cotrim.

Uma história antes da Psicanálise

Minha história profissional não começou na Psicanálise. E gosto que seja assim.

Antes de chegar até aqui, vivi outros trabalhos, fiz outras escolhas, assumi responsabilidades, mudei de direção algumas vezes e comecei de novo quando isso fez sentido.

Minha formação inicial passou pela Comunicação e pela Administração, mais tarde complementadas por um MBA em Gestão Executiva. Durante muitos anos, trabalhei em empresas nacionais e multinacionais, em setores como telecomunicações e tecnologia. Depois vieram outras experiências, entre elas a hospitalidade e um período importante da minha vida como sócia e empreendedora.

Foram ambientes muito diferentes entre si, mas todos feitos de pessoas. Pessoas tentando acertar. Pessoas sob pressão. Pessoas tomando decisões difíceis. Pessoas lidando com expectativas, mudanças, conflitos, frustrações, responsabilidades e escolhas.

Naquela época eu não olhava para essas experiências pela lente da Psicanálise. E seria artificial dizer hoje que tudo aquilo já me conduzia até aqui.

Não conduzia. Era a vida acontecendo.

Mas uma vida não desaparece quando escolhemos outra profissão. Ela vem conosco.

Quando a Psicanálise entrou na minha vida

Minha aproximação com a Psicanálise veio depois.

Primeiro vieram a curiosidade, as leituras, as perguntas. Depois vieram os estudos mais sistemáticos, a formação e um envolvimento que foi crescendo com o tempo.

O que encontrei na Psicanálise não foi uma coleção de respostas sobre as pessoas. Foi justamente o contrário.

Encontrei uma maneira de levar mais a sério aquilo que nem sempre conseguimos explicar sobre nós mesmos.

  • Por que uma situação continua nos incomodando mesmo depois de termos entendido racionalmente o que aconteceu?
  • Por que algumas escolhas parecem tão difíceis?
  • Por que certas relações ocupam tanto espaço dentro de nós?
  • Por que sabemos o que gostaríamos de fazer e, ainda assim, fazemos diferente?
  • Por que algumas palavras ficam presas durante tanto tempo?

Essas perguntas passaram a fazer parte não apenas dos meus estudos, mas da maneira como comecei a olhar para a experiência humana.

Continuar estudando

Quanto mais me aproximei da Psicanálise, mais compreendi que queria ampliar também minha formação sobre o ser humano.

Depois de anos dedicados ao estudo psicanalítico, decidi voltar à universidade e iniciar a graduação em Psicologia.

Não porque eu considere que uma formação substitua a outra. São campos com histórias, teorias e maneiras próprias de compreender a experiência humana.

Voltei porque estudar novamente me pareceu coerente com uma escolha que já havia feito: não parar de aprender sobre aquilo com que escolhi trabalhar.

Hoje curso Psicologia e avanço do terceiro para o quarto ano da graduação. Voltar à universidade nesta etapa da vida tem sido uma experiência muito particular. Há conhecimentos novos, perguntas novas e também a possibilidade de olhar para algumas questões a partir de perspectivas diferentes.

Para mim, estudar não é uma etapa que se encerra quando recebemos um certificado. Faz parte do trabalho que escolhi fazer.

Hoje

Hoje, meu trabalho está na Psicanálise.

Recebo pessoas que chegam por razões muito diferentes.

Algumas sabem exatamente o que gostariam de conversar. Outras chegam apenas com a sensação de que alguma coisa não está bem.

Pode ser uma relação. O trabalho. Uma mudança. Uma perda. Uma escolha que parece impossível. Um medo que ocupa espaço demais. Uma culpa difícil de compreender. Ou uma questão que ainda nem encontrou uma forma clara de ser dita.

Não espero que alguém chegue sabendo explicar o que sente. Talvez uma das coisas mais importantes de uma análise seja justamente poder começar sem ter tudo organizado.

Meu trabalho não é dizer como alguém deve viver, escolher ou sentir. É escutar.

E, a partir dessa conversa, acompanhar cada pessoa na tentativa de compreender melhor aquilo que está vivendo.

Nem tudo precisa
estar claro
para poder ser dito.

Se você quiser saber como funciona um atendimento, podemos começar por uma primeira conversa.

Entender como funciona uma análise
Entrar em contato

Formação e estudos

Psicanálise
Formação em Psicanálise
Psicologia
Graduação em andamento, atualmente avançando do terceiro para o quarto ano
MBA em Gestão Executiva
Fundação Getulio Vargas
Administração de Empresas
Habilitação em Marketing
Comunicação Social
Habilitação em Relações Públicas